terça-feira, 2 de agosto de 2011

A e B

A: eu tenho cara de drogado?
B: depende do tipo de drogas que você possa estar se referindo...
A: hum.

terça-feira, 5 de julho de 2011

O Segredo (que se foda)

Estava no Rural Rock Fest, a última banda da primeira noite tinha terminado de tocar, eu tava bêbado, não tinha onde dormir e nem carona pra voltar, encontrei um colega, Robinho, que me convidou para dormir na sua barraca, aceitei.
Entrei na barraca do cara e logo peguei no sono. Passou-se um tempo e eu senti algo quente e úmido no meu pau, abri os olhos e ele tava me chupando.
_ Que isso, porra?!
Ele tirou meu pau da boca e disse:
_ Agora nós temos um segredo.
_ Sai pra lá!

FIM

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Dazaranha na Lagoa


Estávamos eu, André e Dayane, em meu apartamento bebendo. Ouvi dizer que iria ter show do Daza na Lagoa, era para esse evento que nós nos preparávamos. Chamei um táxi amigo e fomos todos para o John Bull, quando chegamos lá, percebemos que o local estava vazio, às escuras e certamente não haveria show nenhum.
Dayane estava bêbada e muito chata, a presença dela no táxi estava sendo constrangedora. Havia uma festa popular ocorrendo nas imediações da igreja da Lagoa, dei um dinheiro para o taxista, para que ele deixasse Dayane em casa, e fui curtir a festa com André.
Passamos a noite toda procurando erva, não conseguimos encontrar, nos enchemos de nachos, burritos e tequila num barzinho das redondezas.

FIM

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Um Torpedo para Deus


A vida tem muitos momentos bons, bons pra caralho, mas às vezes, a vida te fode.
Outro dia peguei meu celular e mandei um torpedo pra deus, como não havia um assunto específico e as reclamações eram muitas, eu escrevi a seguinte mensagem: "vai pra puta que o pariu", instantes depois recebi outra mensagem que dizia: "COMANDO INVÁLIDO".

FIM

O Mundo que se Foda!


Hoje voltei a ler Bukowski, depois de um ano. O velho era foda e sábio. Eu amo a sua obra, porque ele escrevia de um jeito que eu gosto e sobre tudo que eu adoro, mulheres, bebedeiras, brigas e confusões.

Acordei com caganeira, e cada vez que vou ao banheiro, levo o Bukowski comigo. A merda, de ler cagando, é que você quer se concentrar na leitura, mas acaba voltando suas atenções pro seu cu, que arde.

O mundo que se foda!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

novo texto


procuro garotas loiras, com cabelos longos, tetas grandes e bunda pekena! BUNDA PEKENA,isso é prioridade!não há nada q eu odeie mais do que um rabo enorme.

quem me conhece,sabe o qto eu valorizo uma buceta,levo a serio mesmo! o homem tm q levar a buceta a serio.
comece pelo cu, mas se tiver pelo vá p/ as tetas, se tb tiverem pelo,volta p/ a buceta. converse c/ a buceta da pessoa. nenhum país esteve tão preparado p/ sentir o poder da liberdade de uma buceta ,como o nosso, então, sejamos zelosos com as bucetas.
nos dias de hoje, fazemos mais do que celebrar a buceta, nós dedicamos nossas vidas a esse ideal. amigos, não se trata só do q uma buceta pode fazer por vcs, mas o que vcs podem fazer pela buceta.

to certo?

O DISCURSO DA BUCETA por Marcelo Marcchegiani

quarta-feira, 11 de maio de 2011

São Paulo Beat City



Um ensaio.

São Paulo, merda, ainda tô aqui!
Todas as manhãs eu sento bêbado na minha cama, e fico de olhos fechados, aguardando a ressaca e o mal-estar diminuírem, então me levanto, olho pela janela e vejo o ar que eu respiro, a atmosfera poluída e deprimente desta enorme selva de pedra, como chamam.
Dou uma caminhada, faço uns exercícios, leio, assisto filmes, escrevo alguma prosa. À noite eu vou pra aula, presto atenção em tudo que o professor fala, escreve, a todos os vídeos exibidos, e então anoto tudo que eu julgo ser importante no meu caderno. Ao voltar para casa, folheio meu caderno, procurando pela aula mais recente, leio as anotações feitas, pesquiso alguma coisa na internet, e então eu saio.
Vou às ruas em busca de prazer, seja a busca de um prazer físico, ou até mesmo um estado de espírito agradável o suficiente para me fazer gozar, gozando a vida o homem se completa. Seja numa cerveja estupidamente gelada, seja numa mulher jovem e suada, ou com um bom prato de comida, um simples, mas delicioso sanduíche, por exemplo. Posso buscar prazer num show de rock, ou escutando um jazz, ou um blues.
Saciado o prazer, caminho pela noite suja e mundana desta grande metrópole, observo as criaturas da noite, prostitutas, bichas, travecos, cafetões, traficantes, taxistas, mendigos, loucos, mas não tão loucos quanto eu, que perambulo só, pela noite paulistana.
Durante o dia me embriago, seja de cerveja, uísque, vodka ou gin, ou ainda de conhecimentos, sensações, do sexo e do saber. Vou ao barbeiro, ao cinema, entro numa boa livraria na Paulista. Vou ao banco, verifico meu saldo, gasto dinheiro, consumismo desnecessário.
Comida italiana, árabe, libanesa, japonesa ou coreana, tanto faz, é só pra me dar mais energia, e depois se converter em excrementos. A energia que eu adquiro me alimentando, eu gasto num jogo de sinuca, num show, no deslocamento da minha casa para o curso, numa madrugada insana de vícios e libertinagem.
O sono acumulado, as poucas horas dormidas, o desgaste físico, a falta de energia, o café pra me manter acordado até tarde, para que eu possa concluir meus trabalhos, o cigarro que me deixa sem fôlego quando eu estou subindo a Augusta, voltando da aula, ou de qualquer outro entretenimento banal, os livros que leio e que enriquecem o meu vocabulário, para que eu possa compartilhar, de maneira digna, minhas experiências, divagações, devaneios e contemplações desinteressantes, e as transas. Tudo sempre termina em boas transas, nem sempre com amor, mas sempre um novo gozar.

FIM