segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Quando Dois Covardes Querem Brigar,A Briga Não Acontece

Saí do bar, bêbado, e fui pro karaokê. Lá encontrei meu amigo Paulo, que também estava bêbado. Ele escolheu umas músicas para cantarmos. Fomos para a área de fumantes, ele começou a me largar pedidas.
_ Escuta aqui, o cara, acho bom tu parar de falar merda pra mim.
_ Porra, Marcelo, tô só brincando.
_ Mas eu não gosto dessas tuas brincadeiras, nunca gostei, e se tu não parar eu vou te acertar uma porrada.
_ Pode vim.
_ Não me provoca!
_ Marcelão, só não começo a te bater agora porque somos amigos.
_ Eu vou quebrar essa tua cara!
_ Eu é que vou te quebrar!
_ Meu filho, tu não tem noção, não tem a menor chance.

A nossa música começou, era alguma coisa do Raul. Fomos cantar.
fim

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Olhando para Baixo

Agora eu estou olhando para baixo, mais especificamente pro meu pau. Coitado do meu pau, tão novo e tão inútil. Meu pau já está três meses sem dar um mergulho.
Elas olham pro meu pau, pegam ele, botam na boca, aí ele cresce, tem mulher que gosta. Algumas engolem, outras limpam o rosto, mas o fim da história é sempre o mesmo.

FIM

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A Holandesa

Boris estava em seu apartamento entediado, foi então que ele teve a ideia de ir a um café. Era um sábdo a tarde, estava nublado, um daqueles dias que termina com chuva. Ele caminhou até um café e encontrou Leandro, seu amigo de infância. Lendro estava sentado com uma jovem ruiva muito bonita.
_ Posso sentar aqui com vocês?
_ Mas é claro. Esta é Ellen.
_ E-L-L-E-N.
_ Muito prazer, Ellen. Me chamo Boris Lugosi.
_ Ela veio de Rotterdam.
_ Eu já estive em Den Haag e Amsterdã, foi há nove anos.
_ E o que você achou da Holanda?
_ Achei um país bom, mas eu tinha 14 anos, não pude aproveitar bem o que a Holanda tem de melhor.
_ Entendo.
_ Mas vem cá, cê fala bem o português, mora no Brasil há muito tempo?
_ Eu morei no Brasil por alguns meses, quando criança, voltei pra Holanda, fiquei dez anos por lá e agora estou de volta ao Brasil, esse país é maravilhoso!
Boris tomou um capuccino e ao olhar para a rua percebeu que o céu já estava bem escuro.
_ Ih, cacete! é melhor eu ir nessa, senão vou pegar chuva.
_ Fica mais um pouco aí, se chover eu te deixo em casa.
_ Valeu, Leandro, mas eu vou pagar e seguir a pé mesmo.
_ Ok.
_ Ellen! quer vir comigo?
_ Pode ser.
Boris pagou a conta e deixou a cafeteria com Ellen.
_ Boris Lugosi, putz, que nome é esse?
_ Meu pai é cinéfilo, e como nosso sobrenome é Lugosi, ele achou perfeito me chamar de Boris.
_ E por que não Bela?
_ Ele pensou nisso, mas aqui no Brasil um homem chamado Bela não seria bom.
_ Então você é forte como o Frankenstein de Boris Karloff e misterioso como Drácula de Bela Lugosi.
_ É, acho que é isso...
_ Gostei.
_ Eu moro aqui.
Boris e Ellen entram em um prédio na Ver. Mário Coelho Pires.

FIM

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Tomou pinga, assaltou e tomou pinga de novo




Virgílio é um cabloco de quarenta anos, desempregado e desesperado. Ele queria ver o jogo, sua esposa, Lúcia, queria assistir a novela, isso gerou uma discussão, ele se irritou e foi pro bar.
O dono do bar é o Negão Alcides. O bar tinha um balcão com alguns bancos, três mesas com alguns velhos se embriagando e duas mesas de sinuca, com outros velhos jogando, bebendo e cantando as músicas que tocavam no jukebox.
_ Alcides, me vê aí uma pinga!
Ao lado de Virgílio estava um homem de aproximadamente 50 anos, seu nome era Raimundo, ele já estava alto na cachaça.
_ Tu tá aperriado com o que, Virgílio?
_ Com a minha mulher.
_ Tua mulher é chata mesmo, e feia. Por que tu não mata logo ela?
_ Raimundo, cê ficou louco? Ela é chata, é feia, mas é minha mulher e eu amo ela.
_ Então mata outra pessoa. Matar faz bem, tu vai se sentir bem melhor. Lá na minha terra eu já sangrei muita gente.
_ Cê é de onde mesmo?
_ De Piancó, lá na Paraíba.
_ E matou gente lá, é?
_ Matei.
Virgílio e Raimundo tomaram várias doses de pinga, e Raimundo foi relatando os seus "causos":
_ A primeira pessoa que matei foi uma puta, em João Pessoa, foi em 1978. Matei também um cabra num cinema em Guarabira, ele estava se passando com minha namorada. Depois fiquei anos sem matar nenhum, até que em 94, pouco antes de vir pro Sul, eu matei uma sapatona no dia de Cosme e Damião, em Cajazeiras. Depois disso, já tava meio véio, aí parei, fiquei mais calmo, mas tenho meu revólver té hoje.
_ E que revólver é?
_ Um .38, cano curto.
_ Me empresta?
Raimundo tirou a arma do bolso.
_ Tó, tá carregada, vai se divertir, vai.
Virgílio levantou e foi andando. Alcides o chamou:
_ Virgílio, tem que pagar a conta.
_ Vouconseguir um dinheirinho e já volto.
Virgílio entrou numa lanchonete que tem na sua rua e pediu para Carol, uma bela adolescente que trabalhava lá, que esvaziasse o caixa. Ele encheu um saco de dinheiro e saiu correndo, um cliente se meteu a heró e levou um tiro na cara. José, o gerente da lanchonete ligou para a polícia e descreveu o assaltante.
Virgílio retornou para o bar do Negão Alcides, jogou uns trocados sobre o balcão e disse:
_ Alcides, a saideira!
Alcides serviu a bebida a Virgílio. Antes que ele pudesse tomar a dose, dois PMs, soldado Rubens e soldado Pereira, entraram no bar a atiraram na cabeça de Virgílio.

FIM

terça-feira, 22 de junho de 2010

Oportunidade de Trabalho

Estou em uma sala de aula, de um curso profissionalizante qualquer. A prefossora é gorda, simpática e inteligente. Vejo mais mulheres do que homens, elas são jovens e atraentes.
O que essas mulheres jovens e atraentes pretendem com este curso? Roubar o lugar dos homens no mercado de trabalho, de certo.
Por que elas não vão se prostituir?

FIM

quinta-feira, 10 de junho de 2010